quinta-feira, 18 de junho de 2015

tantas noites em claro

e tantas síndromes

a me espreitar

não sei como me queres

e se me queres

durmo ao som do luar
Em pleno ar
não há margens para segurar
Foi da noite para o dia,
eu dizia,
mas tu me olhavas
e não falavas nada.
Eras.
Não seria improvável
trocares os pés pelas mãos
e caminhares assim
somente
na minha direção
não fosse a alameda
de memórias por que
passas.

Não seria absurdo um
céu de borboletas
puramente amarelas
cujos significados a elas
eu impus
não fosse o meu
olhar a te construir
insone.

Eu te imagino em
uma cidade frenética
de luzes piscando
e pessoas buscando
prazeres noturnos
ensejando permanência