segunda-feira, 16 de abril de 2012

Vou ao seu encontro -
relação imaginária -
mas as perguntas são as mesmas
tudo começou poesia me devora
por dentro, estômago, rins e tudo o mais
eu não devia chorar lágrimas-poemas saltitantes
foi naquele dia, no primeiro andar
ele enforcou no limiar a tentativa
descoberta dos últimos vinte anos
nobel à espreita
auto-análise não resolve
poesia só me salva e é pouco
mas me envolve
fluorescente
nuvem é metáfora
o verão por vezes é causticante
o veneno nunca é o mesmo a não ser
que me devore feito poesia
me contenta
nunca permaneci a mesma
mas guardei resquícios
poesia corresponde
metáforas substituem
um encontro imaginário
quase onírico

fechei o tempo

3 comentários:

Marchiori Quevedo disse...

Jana, és uma poetisa de talento!

"poesia só me salva e é pouco"

curti!

Grande abraço

janaina brum disse...

Obrigada, Marchiori! Aqui faço os meus exercícios não-acadêmicos!
Abç

Ester disse...

Interessante como a poesia é infinita em possibilidades, nos permite ser tantas, exprimir tantos sentimentos e esconder por entre metáforas outros tantos,

saudades de ter ler, bjs Janaína!