segunda-feira, 16 de abril de 2012

Dia bonito e sem sentido para os que querem a raça pura
pura claridade obscura da tua mão na minha
Pêcheux está morto e Althusser também
Um voo lancinante do quarto andar
comunidade não existe
metafísica não consiste
sem sentido o meu vestido
neste dia tão bonito para os que querem a raça pura
capitalismo não existe
comunismo também não
era verão e era de noite
sem sentido o ar gelado
para o que procura a cura
do mal humano
há pessoas em apuros às centenas
o telefone resiste aos atentados contínuos
continuidade não é regra
é imposição à qual resisto por prazer
primavera é ficção
atrás do meu armário me escondo
e digo não aos transeuntes
não existe esta dor
não existe "não existe"
tudo eu crio
e desfaço
tudo ao meu dispôr
e os homens lá fora querendo controlar
seus extintos instintos

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