quinta-feira, 7 de abril de 2011

O outro: teatro de mim

Basílica
da santidade pretendida
de um ou dois mortais,
eu vi um monte,
era cabral,
eu vi o tempo,
era um temporal.
Eu vi um mundo
e era apenas seu avesso.
eu vi
e era um descerrar de cortinas,
um cessar de horas,
um último íntimo
intenso, duro e causticante
em quatro atos,
fragmentos,
descontentes,
nós
milimetricamente
contundidos
esparsos, jogados, dados,
confundidos deliberadamente,
numa sorte dos sentidos.

Eu moro na palavra,
Tu moras na palavra.

Pura encenação do sem sentido.
Pura encenação do sem sentido.

2 comentários:

Anne M. Moor disse...

Jana

Poema lindo, mas tão sentido, sofrido, triste...

beijo grande e um abraço apertado
Anne

janaina brum disse...

Sentidos, anne, sensações.
Beijocas