segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Texto em colaboração com Augusto Radde e Wisrah Moraes.
Dos arquivos de Karina Bernardes

Devaneios de mesa de bar a partir da tentativa de dizer, mas da certeza da falta...

O tom era o de cinza, mas havia uma breve luz amarela que fazia os corpos vibrarem...
Será desejo mesmo? Me contento com o silêncio que grita alto, com a falta que supre qualquer sensação...
Sigo pelo labirinto na dúvida de qual caminho seguir. Mas o tom agora é outro, a sensação é outra...
Não haveria sequer a dúvida sobre o caminho a seguir.
Era uma nuvem em que eu subia: transporte público.
Era uma via e outra via e, eu, era pelas duas.
O fundamento do labirinto nunca foi encontrar a saída: tique-taque, tique-taque, mas foi um dia desejar pelas duas vias, se perdeu...
Não sei das vias em si nem do nosso abandono e de nosso tempo. Porém, sempre, eu digo, não basta progredirmos apenas em nossos sonhos que o dia é mais e nos é menos que o dia pode ser.
Ser em desgosto todos somos e sabemos ser, e crer e viver.
Bastamo-nos e sejamos menos que possamos ser a nós, sérios plagiadores, sentidores das dores em nós, e em que a inventamos, prontamente, o que possamos ser...”

09 de setembro de 2010.

Augusto Radde, Janaina Brum e Wysrah Moraes.

Organização, tal qual, de Kaká Bernardes.

2 comentários:

Flavio Ferrari disse...

Encaminhando-se por descaminhos ...

Anônimo disse...

"...sentidores das dores em nós, e em que a inventamos..."
Forte!!
Adorei!

Kaká Bernardes