segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

E ele escrevia
na velocidade da linha
e era assim que dava
um pouco de si a ela
uma estrela
um barco a vela
um furacão

morrem os instantes
em um segundo
mas a linha fica:
puro pó
no início do início
do século

Para meus amigos Crisântemo (A. Radde) e Margarida (L. Santos)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010