terça-feira, 7 de setembro de 2010

Manda-me notícias da sua última produção,
super-produção,
não,
um produto da melhor
indústria cinematográfica,
mesmo que dizer isso
seja uma permanente,
distante,
patente
contradição
guardada na minha estante
que instantaneamente se cobre
de valores
alheios.
Vem,
conta-me teus ideais,
teus projetos,
mananciais
de pura,
pura e pouco
cristalina criatividade.
Eu ando tendo lampejos,
sofrendo de agonias
e déficit de atenção.
Vou largar castelos
e gravar um filme de
mistério,
vou escrever poemas,
pilhas de poemas trash,
assistir a dramas e comédias
espanholas.
Eu tenho projetos...
preciso tanto saber de ti
que traço sozinha os teus
planos
e temo -
com tremores -
os teus desafetos.
Vamos rodar a última cena juntos,
primeira cena do Cinema Novo,
da Nouvelle Vague.
Vamos pegar um trem,
teremos um cenário.
É agora,
corta,
termina aqui o filme.
Vamos viver, meu bem,
sem Glauber, Pedro, François,
Claude ou Carlos
:

5 comentários:

Cogumela =) disse...

\_________o_________/ um abraço deste tamanho!

aline disse...

que graça!

Tear de Sentidos disse...

Tu me chamas e eu venho...para roubar!
Bjuuuuu!
Terenésia

Ester disse...

Minha amiga, das divagações mágicas...
Saudades de vir aqui de ler-te com calma, saborear tuas palavras,

adoro, adoro!

Geraldo Brito (Dado) disse...

Saudações e parabéns pelo blog!