terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pensei - irrefletida:
não gosto de imagens,
elas dizem tudo,
nada além.
Depois
uma conversa,
um trem, um viaduto,
um carinho
depois do depois
que sempre
"já é depois"
ele disse
talvez irrefletido como
eu:
"eu estou a fim de um vinho, 
para alimentar a sinceridade 
de dizer que imagens mentem
a todo instante... 
a lua é cheia de caos"
parei,
bem mística,
no meio do nada,
e passou,
de leve,
mas passou,
na minha frente,
uma borboleta amarela.

Para meu amigo Augusto Radde (com lindas palavras do mesmo!)

5 comentários:

Hod disse...

Talvez voltar a cena de um caminho e apreciar as panorâmicas, uma vez que ainda somos totalmente sensoriais.
Sua abordagem é bastante interessante.

Forte abraço Janaína.

janaina brum disse...

Sensoriaias e irrefletidos, Hod!
Abraços!
Jana

Anne M. Moor disse...

Então Augusto... mais um poeta no meio. Que delícia!

Beijos aos 2
Anne

Tear de Sentidos disse...

Ah, ah, Augusto! Quero um poema também, quero um! Rsrs!
Jana, salvei uma borboleta amarela pra ti no computador.
Que chic ter amiga e amigo poetas!!!!!!
Saudade de vocês! Bj, Tê!

Neumann, Gu disse...

lindoooooo parabéns