terça-feira, 31 de agosto de 2010

Há um tempo atrás, resolvi escrever uns textos enquanto lia outros (não meus): uma coisa meio solta do tipo "o-que-der-na-telha". Pois bem, tenho várias páginas acumuladas. Hoje deu vontade de publicá-las aqui, já que ando sem criatividade para a poesia e com preguiça para as narrativas, cujos projetos são sempre longos e complexos e pedantes e impossíveis. vamos fazer esta experiência de mostrar meus "fluxos de (in)consciência sem pretensões literárias. Me contem o que acharam, ok? Beijos, Jana

Quando me deparei com Ana Cristina Cesar, pensei que perderia um pedantismo insistente como um vírus. Ainda não, não era hora. Melhorei, certamente. Deixei também de lado os maniqueísmos, as rimas e as métricas. Mas o resquício de clarices permaneceu. Até porque sempre me agradou ser clariceana. E ainda me agrada até certo ponto. Mas ando experimentando uma coisa mais jovem e é assim que chego às ovelhas. Encontrei, no livro de cartas, um caio que não era romano nem romântico: tinha a contradição toda nova dos anos setenta (que começaram em 68!) e isso me agrada tanto! Sempre agradou. E essa gente ralou diante de tanta repressão e se despiu do ranço acadêmico de que quero ainda me livrar. Essa gente escreveu palavrões que foram sempre cortados pela censura. Ficou ali um buraco, que preencho com muita facilidade. Essa gente ousou, essa gente se fodeu e eu aqui no bem-bom do século XXI. Quero aprender com eles. Vamos lá, sair do primeiro parágrafo da introdução.

Um comentário:

Tear de Sentidos disse...

Janinha, tu sempre "és atraída", digamos assim, pelos que se ralam, pelos "marginais"...
É teu coração, Janinha,... um bom e grande coração!
Lindo!
Bjuuuu!
Tê!