quarta-feira, 14 de julho de 2010

Eram luzes,
danças frenéticas,
não propriamente uma
paixão.
Era um estar-entre-águas
cachoeiras e enchentes.
Era um gosto adocicado
de energético
e o ácido
dos ácidos e dos alcóois.
Eram olhos se olhando
e mãos se procurando
na noite,
vazia, sim,
plena de fumaças
e olhares esquecidos
e amnésias temporárias.
Era uma noite qualquer e
um romance sem futuro,
não propriamente uma paixão.
Era uma noite
de Pérsios e Santiagos,
e eu no meio,
segurando a mão dele.
Era a mão dele
e bastava,
não propriamente uma paixão.
Eram livros empilhados
e a voz dele no telefone,
era um interurbano
na noite de julho.
Era.
Não propriamente uma paixão:
melhor.

6 comentários:

Anne M. Moor disse...

Mas certamente um sentir tão gostoso! Isso é vida!

Beijos
Anne

Dhenova disse...

Belo tom poético, Janaína! Estou adorando teu espaço. Abração.

janaina brum disse...

É isso aí, Anne! Saudades

janaina brum disse...

Obrigada, Dhenova! Seja bem-vinda!

Tear de Sentidos disse...

Hum... Que noite, hein? Ruim, né...?
Rsrsr!
Me liiiiiiga! Me envia e-mail!!!!
Bjoca! Tê!

Tear de Sentidos disse...

Hum...! Que noite ruim, né...?
Ai, muito ruim! Rsrsr!
Bjoca! Tê!