sábado, 1 de maio de 2010

Eu te vejo
te leio 
te desenho
e penso na crueldade
de dias tão intensos
Para que tanta luz?
Os sons corroendo a cidade
os vícios clamando
por vontades.
Falas de coisas tão mortais
e ainda vivem
é concreto
ela não se atirou
ela está ali,
bem bonita na prateleira
livros póstumos 
são saudades
principalmente quando
trazem fotos
saudades de quem
não conheci
voa, anjo, voa

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