segunda-feira, 31 de maio de 2010

Esperando Mais do Mundo

Eu ando esperando mais do mundo
e de mim,
eu quero andar por entre as cortinas
e sorrir vendo o que ninguém vê.
Eu quero deixar de ser Imperatriz
do óbvio
e me espantar somente com
o diferente.
Nâo quero mais a tenacidade
das coincidências
que denunciam o que há de comum
em mim,
eu quero a surpresa
grandiloquente das enchentes,
quero conhecer
o que nâo me pertence
e o que nao se assemelha:
eu quero,
ainda que impossível,
a plenitude dos dois, dos três,
dos múltiplos mundos
em que vivemos - todos - 
sem saída.
Ando esperando mais do mundo,
ando querendo tudo de mim, 
mas as coincidências
retornam e caem como
penas - de morte - 
sobre nós:
mundo
demais
em mim.

2 comentários:

Tear de Sentidos disse...

Janinha! O poema é lindo!
Mas não sei se o "conteúdo" não me deixa um pouco triste...
Me dá notícias?
Bjoca!
Tê!
Ps: Viste o roubo que fiz do teu poema lá no Tear?

Anne M. Moor disse...

O segredo é não ter muitas expectativas. Vive intensamente!

Beijos e boa sorte pra semana que vem.

Anne