segunda-feira, 19 de abril de 2010

nas veias de uma cidade
sem portais e sem limites
eu me desfasso passo-a-passo
em compasso com o som
ensurdecedor dos túneis e 
das marés
não é uma fotografia:
é uma intensidade in loco
é uma tensão profunda e abstrata
eu gosto de me despedir das cidades
mas sempre espero a hora de voltar
e rever aquele lugar
que não me diz nada:
ponte profunda
e sem sentido
entre mim e meus afetos

2 comentários:

Anne disse...

Jana

As pontes são o elo que nos mantém ligadas ao mundo e ao viver!!! Belo poema!

Semana que vem estou de volta pro SENALE...

Beijão
Anne

Ricardo Kersting disse...

Em cada extremo dessa ponte há uma aldeia com tudo de bom e ruim que podem conter. Somos viajantes eternos entre uma grandeza e outra.
Beijo