terça-feira, 13 de abril de 2010



Não gosto de holofotes.
Mas eu, sujeito de direito,
plena e lúcida,
reclamava razão,
reivindicava plenas certezas
e a lucidez dos loucos.
Dona de mim
e do direito,
esperei-te por duas noites
em vão
certa da tua volta
Dona da razão
sucumbi à força das evidências
e das obscuridades
e, dona do mundo,
ensaiei chamar atenção
pela janela
em voo livre
custa-me apagar os holofotes

Essa também sou eu
não reconheces
meu lado passional
e perigoso?
Esse que quer andar constantemente
na contramão?

Estou no escuro e
sozinha
dona da razão
não controlo qualquer
ação
sequer o choro
dona do direito
não te concedo o direito de 
resposta
mas reclamo a tua voz

Eu? Sob os holofotes

2 comentários:

Flavio Ferrari disse...

Estava certa, se não me engano
Cheia de razão
Mas levou o cano

Janaina Brum disse...

Heheheheh!