segunda-feira, 12 de abril de 2010

Era um dia cinzento.
E ele andava por entre
portas e portões
e a cada passo
menos saídas encontrava.
Ele era um homem sério,
embuído em injunções
e lágrimas:
jogo metafórico de não
exprimir - 
sob tortura - 
o óbvio.
Exigências de seriedades
e vontades de risos até o
amanhecer.
E aquele olhar que voltava
em transes
e aquela voz
que insistia em retornar...
transtornos na ilusão de ser
inteiro
tortura na noite quente
de primavera
tradução inóspita do indizível.

Ele sucumbe ao seu avesso.

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