quarta-feira, 24 de março de 2010

Complexos de agonia lenta
a cada esquina:
passo pelas ruas
sem que elas me levem.
Faço o caminho diário:
sistemático,
sem que as feridas doam,
acostumadas em mim.
Atordoada pelas luzes e pelo nada.
Sigo, 
sabendo o que me espera:
clausura sem janela,
tempo sem espera, 
noite sem sono,
pensamento nos livros...

Quando virás, meu bem,
para tirar-me
dessa tontura cotidiana 
que sobrevive apesar da morte?

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