terça-feira, 1 de dezembro de 2009


Não quero a paz
de dias calmos
e de um chão firme
a me segurar,
quero a paz
de um voo interminável
e sem sequer
vestígios de um chão
a me aprisionar.


Não era apenas
uma premonição,
mas aquela agonia 
lenta 
dos fatos indiscutíveis
e indispensáveis.

Eu pego um livro,
mas a queda livre
não deixa
acompanhar a leitura
linear 
sem sobressaltos.


A chuva é composta
de pequenas partículas
de inquietação.
São partículas livres
em um céu sem fim.


Não é o meu motivo:
não é a minha dor:
não é o meu limite:
em um voo sobrenatural,
eu me ausentei de mim.

6 comentários:

Anne M. Moor disse...

Esse voos livres são os melhores, mas tantas vezes interrompidas por obstáculos surrealistas...

Adorei este teu poema!

Bjo Jana

vittorio disse...

Belissimo poema,
ausentar-se de si é encontrar-se no infinito do universo.

beijos

Tear de Sentidos disse...

Uau, Janinha!!! Voos altos! Ousadia, coragem, tudo de bom isso!!!!
A senhorita está muito "chic"! Para me comunicar contigo, agora, só pelo blog!!!! Rsrsr!!
Saudade!
Bj, Tê!
Lindão o poema!!!

Janaina Brum disse...

Anne, concordo contigo! Nos agarramos com todas nossas forças aos obstáculos, por medo de voar...
Beijo, saudade

Janaina Brum disse...

Adorei, Vittorio!
Vamos, então, todos rumo ao infinito do universo!
Beijos

Janaina Brum disse...

Tê, lindinha minha! Tô morreeendo de saudadeeee! BEsos