segunda-feira, 16 de novembro de 2009


A tua dor me paralisa.
Impede todo intento.


De repente, tempo
não é mais uma
categoria
a espreitar todo momento.


O meu repertório não é
mais o mesmo.
Acabou-se o visgo
do formalismo.


Eu compreendo a tua
angústia e insisto
em repetir duas ou
três frases de impacto:
vêm de fora.


Não consola.
Nem mesmo a
tela de sensações
sem bordas é
capaz de não
paralisar tudo
no teu entorno.


Paisagem fixa e
fictícia
ensejando permanência


Não dói a tua dor em mim.

3 comentários:

vittorio disse...

Frestas, não somos nós que espreitamos a vida, acredito que seja ela que nos epreita, em cada instante da nossa existência.

Bela poesia, profunda...marcante
Beijos

Janaina Brum disse...

Obrigada, Vittorio! Também me parece mais verossimilhante que a vida nos comande e não nós a ela...
Beijo, Jana

teresinha brandão disse...

"Eu compreendo a tua

angústia e insisto

em repetir duas ou

três frases de impacto:

vêm de fora."

Vêm de fora... Nossa, Janinha!!!! Vou chamar o Ziscoooooo!
Bjão, amada!!! Tê!