domingo, 1 de novembro de 2009

Era aquela visita
programada
que me angustiava.

Não gosto das esperas
e não gosto de chegar
para quem me espera.

Quero sobressaltos
e alvoroços,
tardes frias de agosto
e, de setembro,
as borboletas amarelas.

Elas sempre retornam.
Há muito, criei
minhas próprias
superstições:
borboletas amarelas
são sinal de boas
novas.

Protejo-me do frio
sorrateiro que vem do sul
e projeto-me em
uma terra longínqua
e tão familiar.

A saudade mora,
é intrínseca:
não sei
não chorar.

Vou passar mais
um inverno
e - talvez - a primavera
sem te ver.
Não vou esperar
borboletas amarelas.

3 comentários:

teresinha brandão disse...

Janinha!!!! Que lindo!!!!!
Made in São Paulo???
Bj, querida!!!
Tê!

Janaina Brum disse...

Obrigada, amooorr! Não, Made in Porto Alegre!!!
Beijoo

Tear de Sentidos disse...

Rsrsrs!!! Me avisa quando for made in SP!!!!!
E vamos poetar por aí, hein?
Bjoca!!!
Tê!