terça-feira, 3 de novembro de 2009

E os tempos hoje são outros
só hoje
nuvens que espreitam a estação
passam sorratreiras
ao meu lado
e nem sequer percebem
que não estão em seu lugar


o sol de ontem
ainda contempla minhas
retinas
cansadas de tanta luz
e as nuvens continuam
sendo incompatíveis


tanto caminho pela
frente
que não posso deixar de
fazer duas ou três observações
aos transeuntes
sempre distraídos:


forjaste bem os alicerces
sólidos?
negaste a contradição
diária?
juraste fidelidade
eterna?


Anda dois ou três passos
a frente
e olha para o teu rosto
és somente o
passageiro
não controlarás o
teu destino
sobe, nuvem

4 comentários:

Anne M. Moor disse...

Nuvem a perambular por um céu de vida!

Lindo poema.
Beijos
Anne

vittorio disse...

Caos a desordem
na ordem do nada
Sem tempo
tudo no mesmo átimo disperso
Em cada verso
um anverso do que sinto
O que sinto
pressinto nada entender
Em mim o nada
o vazio que me acompanha
Companhia... qual?
a mais estranha solidão
Eu em mim
distante... perdido... disperso
Em cada anverso
um verso teu..o teu eu
O eu em mim
a falar de ti... eterno momento.


Adorei teu poema...quero ser chuva
para quedarme em teu solo
beijos

A Palavra Mágica disse...

Janaina,

Saudades das suas palavras bem pensadas.

Há tempos não passo por aqui, Desculpe!

Beijos!
Alcides

Beatriz Araujo disse...

Muito lindo, Jana!
Super beijo.