terça-feira, 6 de outubro de 2009

Remonto
revejo
revivo
projetos antigos
e a tempestade
parace querer
atestar
sua validade
sua promessa
sua mudança

intento mudar
radicalmente de vida
seria então
vontade de ser outra?
vontade de ser
o avesso?

Sim, o avesso
chama-se
avesso exatamente
o que devemos esconder
a todo custo
esconder

mas eu não
vou intentar
duas ou três
tempestades
não podemos evitar
as tempestades
mas podemos
aceitá-las

Eu risco o
céu em uma
fração de segundos
vou cair nas
dores do mundo
quero fazer
algo em que possa
dar tudo de mim:
câmera a filmar
todos os meus
versos

12 comentários:

Tear de Sentidos disse...

Uau!!!! A nossa Janinha voltou ao blog com poemas, como sempre lindo!Vou dar uma folga... Não vou "roubar", rsrsrs!
Bj, amada!
Tê!s!!!!

Janaina Brum disse...

Ai, Tê, q foto lindaaaa!!!! Tá linda, Lindonésia!
Beijoo

A Palavra Mágica disse...

Janaina, amiga das madrugadas...

Hoje bem comportado às 16:23 passo para dizer que achei lindo seu poema.

Que venha a tempestade então!

Beijos!
Alcides

vittorio disse...

Encontrei o poema, espero que gostes.
Adorei todos os teus poemas, em especial este.
Os meus versos os filmei em meu coração, ai vai um pouco dos meus filmes.
beijos

Olho e não consigo ver-me
perpasso meu próprio ser
Rumo ao infinito sinto ir-me
indo mesmo sem o querer

Imagem de mim ali distante
reflexo sem nexo do não ser
Não me reconheço ali adiante
sinto-me de mim esquecer

Ecos distantes retornam
clamam a mente lembrar
Marejados olhos imploram
insistem querer me chamar

Chamar para que?... me pergunto
se não consigo recordar
Monto, desmonto...junto, rejunto...
nada consigo encontrar

.

vittorio disse...

Encontrei o poema, espero que gostes.
Adorei todos os teus poemas, em especial este.
Os meus versos os filmei em meu coração, ai vai um pouco dos meus filmes.
beijos

Olho e não consigo ver-me
perpasso meu próprio ser
Rumo ao infinito sinto ir-me
indo mesmo sem o querer

Imagem de mim ali distante
reflexo sem nexo do não ser
Não me reconheço ali adiante
sinto-me de mim esquecer

Ecos distantes retornam
clamam a mente lembrar
Marejados olhos imploram
insistem querer me chamar

Chamar para que?... me pergunto
se não consigo recordar
Monto, desmonto...junto, rejunto...
nada consigo encontrar

.

Flavio Ferrari disse...

Retorno apoteótico !

Anne M. Moor disse...

Jana
Lindo! Como sempre...

Mudanças radicais ou apenas mudanças nos mantém na ponta dos pés...

Bjos
Anne

Janaina Brum disse...

Vittorio, belíssimo poema, me fez pensar muito!

Janaina Brum disse...

Alcides, as tempestades são belas em qualquer momento, mas na madrugada são melhores!
Beijos

Janaina Brum disse...

Rsrsrsrsr, FF, não enche tanto a minha bola que fico exibida!
Beijos

Janaina Brum disse...

Anne, querida, adorei a imagem "na ponta dos pés", tens razão!
Obrigada

Anne M. Moor disse...

"Todos teus versos" te desnudam minha amiga poeta...

Adoro teus poemas.

Beijão
Anne