terça-feira, 20 de outubro de 2009

Esta vertigem não me deixa
insiste em pegar o mesmo barco
e sobre escombros andar


Eu não quero mais essa vertigem
e insisto em pegar o mesmo trem
e sobre destroços planar


Não posso mais acreditar na 
Verdade
de um mundo de caminhos
e respostas
prontas e tranquilas


Não podes mais me ver
há uma proibição tácita
que não te deixa
passar pelas ruas
onde eu ando


E a vertigem - 
que é minha e tua - 
não vai nos abandonar
nem no barco
nem no trem


Não é destino
é conversa inexistente
não creio mais no frio
potencial de uma terra
pampeana
não creio
não há


Tudo é incompatível
as nuvens com as borboletas
amarelas
o arco-íris com as noites
de tormenta
não há
nós não existimos mais
nem as vias fronteiriças


sopra vento

2 comentários:

relendoomundo disse...

O Vento...

Tão poderoso e tão cruel.
Ele traz e ele leva. O que ele traz e o que ele leva?
Quem saberá?!

Mas de uma coisa eu sei: pedidos lançados ao vento são atendidos! Essa é a parte boa, Jana!
Abre a janela e lança ao vento teus pedidos mais secretos!

Beijocas!

vittorio disse...

Vendaval de inspiração, novos murmúrios a romper a mesmice de um tempo morno
Rumores do tempo indo para o inconsciente da sociedade
Sonhos quimeras esvoaçantes perdidos ao sabor do vento
Ecoam teus versos feito trovão
na madrugada deserta
A chuva ...foi-se, o arco iris da noite... neons
Os passos me apressam no retorno ao nada de minha solidão.
Eu não me compreendo..e lendo-te...vou ao sabor do vento

beijos