quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Escreverei um poema das alturas
porém não das quedas
um poema que voe
mas que voe com leveza
feito borboletas amarelas

Escreverei um poema dos errantes
porém não dos erros
um poema que ame
mas que ame com tristeza
feito descompassos e desacertos

Escreverei um poema das entranhas
porém não de desesperos
um poema que chore
mas que chore com desafogo
feito abraço e desencontro

de repente cai um pingo
e ele se parece com tormentas
descobri um oceano
em mim:
vou amanhã ao teu encontro
levando-te meu único
poema:
teu

3 comentários:

vittorio disse...

Adorei tua poesia, lembrei de uma que escrevi.
Vi que estais recuperando o tempo ido numa profusão de poesias, que maravilha, nada como um tsunami de sentimentos.

Foram-se...há um vazio em mim
Meus versos são fantasmas
De um passado sombrio moribundo
Nos néons da noite a refletir teu rosto
Com o amargo gosto da saudade

A fustigar-me o desejo de ti
Enraizado em cada canto do meu corpo
Vadio errante, perdido em si
Leva-me distante de mim
Nos fragmentos de meus sonhos

Sonhos?..... já não os há....
No mosaico dos sentimentos meus
Os fragmentos fragmentam-se mais e mais
Tornam-se pó na ampulheta do meu tempo
Quebrou de repente... foi-se com o vento

Janaina Brum disse...

Vittorio, admiro-te cada vez mais!

teresinha brandão disse...

Janinha, muito legal!´Não transmite desepero, mas leveza mesmo!
Dez!!!
Bjinho!
Tê!