sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Noites e dias chuvosos
e temperamentais
eu - intempestiva -
saio à cata de amores possíveis
e rubores potenciais
Gosto das tempestades
e desse ar de aventura
que me trazes
desço do carro
e não há nada mais
que me supere
que recupere
aquela ingenuidade de
quando me conheceste
corro dos pingos corrosivos
e como se não houvesse
mágoas tentas me consolar
Noite em bares
com luzes coloridas
e vozes suaves nos ouvidos
Todos querem me consolar
Fico tão à vontade
no conforto
que me traz a luz elétrica
se ela de repente falta
me dá medo e preciso do teu peito
E isso é porque percebo
que a cor da noite é absurdamente
clara sem os holofotes
e com nuvens
Noites turbulentas
corroídas por alcóois
Fecho todas as janelas e parece
que algo estranhamente falha
Não consigo dormir
me domina uma sensação
estrangeira
de não poder pensar
Ordens médicas
estou proibida de pensar em ti
por duas semanas
Lembras do agosto passado?
Lembras da minha roupa clara
absurdamente clara para o inverno?
Lembras dos ruídos
que te proporcionavam tanto abraço
e coragem?
Não posso pensar
Não me atraias
Não me traias
Trago comigo aquela
vontade urbana de querer
o mar
Não me vejas
sou invisível e se mostrares que me vês
perco meus poderes
Ñão me digas que nada se passou
entre os dois lados deste abismo
Não sabes o que penso das rosas
que me enviam
Não sabes quantos homens
demoraram-se aqui
Escapa de ti o amor que senti
por eles
Escapa-me a dor que abafei
em festas e romances
Escapa a voz que me soou
nesse momento

Escapa...
estou morrendo aos poucos
mas queria ter toda a morte
no final
Paixão transborda em mim
sem destino
e possibilidade

17 comentários:

teresinha brandão disse...

Uau!!!! Mas não me diz que foi escrito "de supetão", ai!!!!!!
Bjinhos!
Lindo!
Tê!

Janaina Brum disse...

Hahahaha!Pior que foi,Tê, com tanta coisa para fazer, tenho escrito direto no blog!
Beijoooooo

Zisco disse...

Muito lindo o teu texto, como sempre.

Vcs duas são demais, mas vim aqui para deixar o selo da Jana, o da chinoca Tê está no tear, kkkkkk!!!!!!

Beijos guria!

A Palavra Mágica disse...

Janaína!

Sem comentários. Só esse mesmo.

LINDO!

Beijos!
Alcides

Anne M. Moor disse...

Jana
Esse "jorrar" de sentimentos no escrever faz um bemmmmmmmmmmm...

Adorei!

Beijos

RaH disse...

Louca artista ou artista louca?
hehe
todo mundo tem um pouco de cada ne?
Bom, vim aqui pra te falar que recebi uns selinhos e te indiquei também!
Passa lá, ta?
Beijão!

vittorio disse...

Uma erupção de sentimentos, própria das paixões das jovens almas atormentadas por este sentir intenso que arrebata a razão e as envolve nas vagas alucinantes das emoções.

Como sempre uma viagem, aos reconditos de nossa existência.

Deve existir um lugar aonde aportar após tantas tempestades
incontidas a nos tornar naufragos em nosso corpo.

Eu ainda navego em mares agitados à deriva de mim na busca de amarras que possam conter-me.

Tus poemas são vagas imensas a sacudir a nau deste naufrago numa tempestade de emoções alucinantes.

beijos

vittorio disse...

A tempo.... li o teu poema anterior, mas naquele dia o senado estava dando mais um exemplo triste para nossa nação.
Eu tambem tenho medo de felicidades, e das coisas boas que nos prometem. Espero que o pais não comece a cair do planalto central, para um abismo de imoralidade, safadeza e impunidade.
Ainda estou esperando o gigante acordar, enquanto a população permanece alienada neste conto de fadas...
perdoe-me o desabafo mas tem tudo a ver com o desencanto....

beijos

Janaina Brum disse...

Zisco, querido! Obrigada! Um grande beijo!!

Janaina Brum disse...

Alcides, que bom vê-lo por aqui! E obrigada pelos sempre tão elogiosos comentários!
Beijos

Janaina Brum disse...

Anne, querida, faz mesmo! No princípio, parecem um amontoado de palavras sem nexo, mas depois... depois vem para o blog e vira poesia! Rsrsrsrsrsrs
Obrigada pela visita!
Beijocas

Janaina Brum disse...

Rah, com certeza os dois!! Obrigada pelo selinho, já vou buscar!! Beijos

Janaina Brum disse...

Vittorio, adoro teus comentários! Sempre novos poemas nesse espaço a brindar a mim e aos leitores!
Quanto ao desabafo, não precisas te desculpar, tenhas certeza de que cada um de nós tomamos o desabafo como nosso!
Beijos!

Ricardo Kersting disse...

Oi Janaina.
Lindo poema. Continuas usando toda tua sensibilidade e esbanjando técnica ao escrever. Há frases fantásticas, "Não sabes quantos homens demoraram-se aqui". Magistral..
Beijos..

Janaina Brum disse...

Obrigada, Ricardo,bom te ver aqui novamente!
Beijos, Jana

Ricardo Calmon disse...

Exalas poesia como a brisa do mar,entre sol,lua e estrelas,honrado ficaria em seguidores praticarmos,a vida em poesia e prosa forma!

Bezu em mãos suas poeta !

Viva Vida!

Janaina Brum disse...

Obrigada, ricardo II!
Beijos