domingo, 30 de agosto de 2009

Hoje,
nada se parece com você,
nem mesmo a música,
aquela música que embalou
tantas ilusões e declarações
de amor.

Hoje,
tudo me distancia da menina,
menina que lia poemas escondida,
aqueles poemas que abalaram
tantas certezas e opiniões
sobre o amor.

Hoje,
nada faz lembrar você,
a não ser a sua ausência,
ausência embalada
pela música
e pelos poemas
que deixei para trás.

Não vou pedir tréguas
nesta briga que comprei
há uns anos atrás,
não quero paz,
quero coração acelerado e
lágrimas e tropeços
e canções e sussurros
nos ouvidos.

E eu intento agora viver,
causa do passado,
sem condenação
e sem clausuras.
Começa agora:

3 comentários:

vittorio disse...

Li reli adorei os teus três poemas

e...
Vago...vagamente...indo
por entre teus versos
No viés das entrelinhas
Nas palavras não escritas
Nos sentimentos transpostos
Encontro no nada que é meu
nos labirintos dos teus versos
o muito que de mim se perdeu.


Beijos

Janaina Brum disse...

Vittorio, adoro o que escreves aqui! Beijo

Zisco disse...

Amor e guerra, são exatamente a mesma coisa, né?