terça-feira, 14 de julho de 2009


Regularidades me desconcertam
desconfio de pessoas sempre atentas
eu pego aviões em pleno ar
caminho nas grandes multidões
e cada passo se parece com
uma nova descoberta.

Não sou esperta,
sou classicamente desatenta
como em cartas
e poemas
e canções de amor.

Arranco de repente
todas as tuas certezas
e não espero novas gentilezas.
Tem quem se irrite
quando lhe roubam o chão
eu não.
Voo no tapete

5 comentários:

Ricardo Kersting disse...

Oi Janaina

O que escreves está além de um poema.

Só me irrito quando tentam me roubar o tapete.
Beijão

maria guiomar disse...

É uma viagem surrealista, nos dias de hoje as certezas viajam pelo eter no ir e vir de imagens a tornar a vida um grande espetáculo sem nexo.
Ainda bem bem que tens um tapete,a mim só me retsa o chão imagine como estou irritado

adorei, lindo
beijos
Vittorio

Anne M. Moor disse...

Tão gostoso voar no tapete...

Beijão

teresinha brandão disse...

Se me tiram o tapete... hum... Eu acho que caio!!!!!!
Voa, Jana!A vida deve ser bem melhor sem tapete... Ou não?
Bj!
Tê!
Lindo o poema!

Zisco disse...

Não é mera coincidência eu adorar teus escritos, eles me dão essa sensação de falta de chão sempre.