quinta-feira, 9 de julho de 2009

Poeminhas pretensamente pós-modernos

Tanto cotidiano
ler e-mails importantes
de pessoas importantes
tratar assuntos elevados
com pessoas elevadas
falar sozinha na frente
do computador
cantar.
Eu só queria algo
que fosse imprescindível.
Um único momento.

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E foi na rua
naquele cruzamento
quando todos fogem das tempestades
ele olhou furtivamente e sorriu
e foi como se o sorriso fosse
uma forma de não falar
um relâmpago
sem nenhuma testemunha.
Só meu.

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Em transe.
No meio de uma crise existencial,
no olho do furacão:
um vendaval,
eu me pergunto
onde haverá um
lugar profundo.
E é quando te indago,
te inquieto,
te peço:
me leva agora pro futuro?

7 comentários:

vittorio disse...

Na inquietude, o ser
pela angustia da vida desperto
vaga pelo infinito do tempo
a buscar razões no existir.
Desesperado e louco
criando e recriando sonhos
acelerada criatura
a passar pelo compassar do tempo
sem ter percebido a eternidade
do segundo.

reflexos dos teu espelhos
beijos
Vittorio

Anne M. Moor disse...

Em transe pode ser
pro futuro não...

O presente a ser
vivido intensamente!

Beijão

A Palavra Mágica disse...

Janaina,

Que bom que num mundo tão corrido, com tanta coisa a se fazer, ainda dá tempo para se perceber algo bom, pensar numa pergunta e até fazer uma proposta.

Beijos!
Alcides

Janaina Brum disse...

Gosto muito do que escreves por aqui, Vittorio,volte sempre!

Janaina Brum disse...

Esse presente a que a gente não dá atenção,né,Anne?

Bjs

Janaina Brum disse...

Sempre há tempo,Alcides...

Zisco disse...

No futuro o presente se chama passado, né?