quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um ímpeto, um lapso,
um laço rompido
em um instante.
Como me vês tão áspera?
Eu, nesta contradição,
não sou mais ou menos
que um vulcão.
Como me queres ácida?
Corto teus cabelos e teus pulsos,
uma fera,
minha palavra é uma lâmina,
gesto cortante.
Por que me vês tão doce e tácita?
Te desconcerto a cada instante,
te sacudo e te confundo,
ofuscante.
Faço giros pela sala,
não há cena mais clássica:

me revolto
te revolto
mar revolto
e durmo no teu peito.

6 comentários:

Ricardo Kersting disse...

Oi Jana.
Gostei muito. Bonito, profundo e aveludadamente áspero. Perfeito em todos os sentidos.
Beijo para ti.

Zisco disse...

Muito lindo, como sempre!

A Palavra Mágica disse...

Janaina,

Gosto de ser cortado pelas tuas palavras.

Beijos!
Alcides

teresinha brandão disse...

Adoro quando ficas "enfurecida nos poemas", Janinha!!!! São os melhores!
Bj, querida!
Tê!

Flavio Ferrari disse...

Ah... os hormônios ...

Janaina Brum disse...

Obrigada, amigos, sempre bem-vindos!
FF, sem comentários! Olhou minha idade no perfil, né?? Rsrsrsrs
Beijos a todos!