terça-feira, 28 de abril de 2009


Situação embaraçosa
coração descompassado
eu achei que seria fácil
não previ o maremoto
as pedras se entrechocando
paralisia
desci as escadas
tapete vermelho me chamava
"é a hora
não tem volta"
eu não previ a volta
não quis voltar
te vi na ante-sala
tremi na ante-véspera
paguei antecipado
notas
notaste que mudei?
notaste o maremoto?
anotaste meu pedido?
te vi na ante-véspera
tremi na ante-sala
pedi calma
e fechei os olhos
"é a hora"
tenho medo
de pontos finais

9 comentários:

Jaquelyne A. Costa disse...

Jana, você nunca mais apareceu lá no Jaque Sou!!
Estou morrendo de saudades!!

Beijos, minha querida!

A Palavra Mágica disse...

Janaina,

Antes dos pontos finais existe muita coisa.

Que tal começar com um travessão?

Beijos!
Alcides

Ricardo Kersting disse...

Não podes prever tudo. E depois de que adiantaria? Não irias desistir mesmo. Com tapete vermelho ainda.
Gostei do poema. Jogas com tudo hein?
Abraços..

Janaina Brum disse...

Obrigada pelos comentários, queridos!!
Jaque, ando meio sem tempo, sabes que amo ler o Jaque Sou...
Alcides, concordo contigo!!!
Ricardo, meu amigo, fiquei curiosa!!! Jogo com o quê?
Abraços a todos!

Anne M. Moor disse...

Travessão ou vírgula, se bem que as vezes o ponto final é necessário... :-)

Beijos

Ricardo Kersting disse...

Janaina.
Parto do princípio que usas siceridade e muita honestidade nas tuas palavras. Eu sinto isso quando leio. Há algumas passagens interessantes nos teus poemas que revelam tomadas de decisões, alguns rompimentos e muita coragem.
Não me pareces o tipo de pessoa que entra num jogo para perder. Portanto jogas com tudo. Para mim é o que os teus poemas passam.
Beijo.

Zisco disse...

Oi moça,

duvido que tenhas medo, isso é mera ficção, na verdade és temida.
Eu mesmo sou um dos que temem tua fúria , kkkkkkk!!!!!!!

Beijos!

Flavio Ferrari disse...

Só existe um ponto final. E desse não há porque se ter medo...

Flavio Ferrari disse...

Cadê você ?