quarta-feira, 8 de abril de 2009


"E, por estarem assim justas e
contratadas,
assinam o presente em duas
vias
de igual teor e forma"
Foi quando eu fugi da Justiça
e da Iniqüidade.
Justa, justa e tão justa
que saia-justa,
que eu saia justa,
pule,
me atire pela janela,
sem embargos
à execução.

Duas vias
por qual delas?
por qual das duas darei
o salto final?
sinal de inaptidão para o direito
e para as linhas (vias?) retas
concretas e monótonas
teor sem igual e sem forma

não há norma que governe o poema


16 comentários:

Zisco disse...

Graças a Deus uma advogada a menos no mundo!

Ganhamos muito mais com a belesa da tua poesia.

Janaina Brum disse...

Eu também acho!!!!
KKKKKKKK
Me errem os advogados!
Com todo o perdão
hehehehe

Zisco disse...

Beleza*

Essa doeu!

Janaina Brum disse...

Hhihihihihi

Zisco disse...

Isso é um blog ou um chat?

teresinha brandão disse...

Esta é a miiiiinhaaa Janinha: "Não há norma que governe o poema"!!!!!!
Lindo! Minha iconoclata preferida, eh, eh!!!!!
Bjs, querida!!!!
Tê!

Janaina Brum disse...

Iconoclasta! Ta aí, adoro ser iconoclasta!!!!!!!!!!!!! Heheheheh
Te amo, lindona Tê, a "dama misteriosa", como fala um rapaz aí de cima, cujo nome começa com "Z"

Ricardo Kersting disse...

Exercer o direito de cair fora direitinho..Todos temos esse direito. Zisco tem razão, uma advogada a menos, saimos ganhando.
Tens o direito de ficar calada. Mas, não fica não! por favor!!!
Beijo

Janaina Brum disse...

Hehe
Não ficarei, Ricardo, podes ter certeza!!!
Bjs

A Palavra Mágica disse...

Janaina!!!

"Não há norma que governe o poema"

Ele é justo, não mente.

Que saia-justamente de tua boca a palavra que cala o mundo.

E como aquela moça de olhos vendados com a balança na mão, seja o poema cega seta que atinge o seu alvo. Sentimento invisível em forma de coração.

Viajei!

Beijos!
Alcides

Flavio Ferrari disse...

Douto poema de ilustre causídica...
Muiiito melhor do que memos ...

Cadinho RoCo disse...

Bateu o martelo reagiu e das duas vias descobriu a terceira em única manifestação, de todas a devidamente aquecida pela verdade. Versos, pra quê te quero? Feliz Páscoa.
Cadinho RoCo

A Palavra Mágica disse...

Janaina,

Feliz Páscoa cheia de poesias e bombons.

Beijos!
Alcides

Anne M. Moor disse...

"não há norma que governe o poema"

Adorei isso. Concordo e acho que isso é um dos delírios da poesia...

Beijos e Feliz Páscoa pra ti

Fernando Mota disse...

Fino trato de palavras e de poesias!

Parabéns!

adail disse...

"não há norma que governe o poema"
E isso é direito.
E, ainda bem, nada reto, mas tortuoso como o sentido que escapa ao/do/no/como... poema.