quarta-feira, 4 de março de 2009


Deixa-te mostrar
isso
mais um pouco
começes por dizer-te
objetivamente
como num relatório
deixa-me antever
o turbilhão
deixa
eu queria saber te ler
compreender
tua carta escondida de amor
deixa
eu queria estudar
a tua sintaxe
já sei descobrir
teu riso nervoso
que acoberta
as "asas perdidas"
deixa
eu quero te ver
desnudo
uma pilha de nervos
consolar-te
senhor dono da verdade
meu pai
meu céu
quero te tirar do chão
te mostrar as estrelas
quero-te criança
te dar colo
e semear
um futuro bom

que a tua menina cresceu
mas está aqui
pequena
pedindo colo
deixa
eu ter orgulho de ser
parte tua
deixa
e verás
como podes ser inteiro

Para meu pai

9 comentários:

teresinha brandão disse...

Tio Danilo e o maninho!
Que lindo poema, Jana: "vê
que a tua menina cresceu
mas está aqui
pequena
pedindo colo".
Todos os filhos crescemos mas buscamos sempre o colo paterno ... Lindo!
Um bj, Janinha!
Tê!

O Profeta disse...

És madeira verde
Ou apenas mulher perdida
Testemunha de berço feito de penas
Arca perdida da dor contida

Tudo isto é universo
Em límpida poça de água
Onde as conchas têm a forma de coração
Onde o sal afasta a mágoa

A ti que és minha amiga especial
convido-te a partilhar comigo o “sítio das conchas azuis”




Beijo azul

Anne M. Moor disse...

Linnnnnnnnnnndo Janaína!!! Que conversa ao pé do ouvido mais tocante...

Beijos

Zisco disse...

Me fez viajar para o futuro, talvez um dia eu ouça ou leia coisa semelhante de um pedaço meu.

Muito linda!

Janaina Brum disse...

Obrigada, amigos, vocês são especiais...

teresinha brandão disse...

Profeta, já visitei teu blog: DEZZZZZZ!
Bj! Tê!

Ricardo Kersting disse...

Janaína,
Teu pai é um pai de sorte.. A gente(pai) não sabe o alcance dos nossos tentáculos, às vezes achamos que tudo podemos alcançar, incluindo os filhos, outras achamos que eles nos escaparam e que assim não poderemos mais protegê-los! Enquanto isso eles continuam pertinho, escondidos talvez, mas perto pedindo colo.
Desculpa a minha rinocerontentice,
não me referi aos teus poemas! São lindos e comoventes, este ao teu pai, é fantástico.
Abraços

MARCELO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
MARCELO disse...

Maninha, fiquei sem palavras
maravilhosaaaaaaaaaaa
bjos
te amo