quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


Talvez naquele dia
eu tivesse ficado com os olhos
marejados
mas saio daqui
altiva
dona de mim
e cheia de princípios
quando não esperares
mais
eu voltarei a consolar
mas nossas músicas
não me tocam mais
não sei me emocionar
mas eu volto
prática e risonha
sem palavras e sem
sonhos
as cartas estão
no fundo da gaveta
misturadas a contas
pagas e papéis
sem importância
mas eu volto
sem meias palavras
sem pesadelos
magia não existe
amor (existe?) amor
talvez seja mais fácil assim...
Espero ansiosa a carona da próxima tempestade.

Janaina Brum

9 comentários:

anareis disse...

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teresinha brandão disse...

Hum ... Nossa, Jana, especialíssimo! Uau!
Bj! Tê!

Zisco disse...

Bonito, mas triste demais, parece se tratar de alguém que está morto em vida, prefiro a desordem e a confusão da vida cheia de emoção e sentimento.
Parece alguém que acabou virando alguma coisa, não é uma pessoa.
Espero que seja simples fantasia, bjs!

teresinha brandão disse...

Zisco, se me permites tanta intimidade, gostaria de fazer um comentário sobre teu comentário.
... Poesia não é "diário", é um gênero diferente da "confissão" abordada, por exemplo, em um "diário".
Que pensas sobre isso que expus?
Bj! Tê!

Janaina Brum disse...

"O poeta é um fingidor
finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente."
Pessoa responde?
Um beijo a vocês, meus queridos!

teresinha brandão disse...

Bem, agora, sem comentários ...!

Zisco disse...

Eu entendo moças, mas me preocupo , não gosto de imaginar que essa dor possa ser verdadeira nas pessoas com quem tenho afinidade, o meu favorito mesmo é Drummond no "Poema de sete faces".

Poema de sete faces


Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.


O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do -bigode,

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.


Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.(essa eu nem preciso falar, né?)
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.


Depois de feito a gente olha, e acha que não precisava ter se dado ao trabalho de grifar nada nessa perfeição, mas acabei fazendo, só para tentar explicar como me sinto.
Perdoem este Carlos, que jamais será um poeta tão bom quanto o grande Drummond.

Janaina Brum disse...

Zisco, não é só porque os poetas não têm muita vez na nossa época que teus poemas não têm a qualidade de um Drummond! É assim mesmo hoje em dia, os grandes talentos estão na internet... e isso faz com que tenhamos um acesso muito diferente a eles, assim, conversando de igual para igual! Sou tua fã, menino! E do Drummond também! AH, e da Tê, MARAVILHOSA!!!!
bJS

Zisco disse...

Jana, se vc queria me emocionar vc conseguiu, aliás vc sempre consegue isso, adoro te ler e meus olhos tb não perguntam nada , mas meu coração pergunta muitas coisas, bjs!