segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009


Gente, dou a conhecer a vocês, com muito orgulho, um poema de Teresinha dos Santos Brandão, minha amiga, meu exemplo, minha mestre. Deliciem-se!

Um hino à liberdade


Bendigo a hora em que
de tuas mãos
alcei asas e voei.
Alcancei céus.
Não tive medos;
sonhei.
Bendigo a hora em que
de tuas garras eu fugi.
Corri mundos.
Não tive medo;
sorri.
Bendigo a hora em que
de teus braços me desfiz.
Subi montanhas.
Não tive medos;
traí.
Bendigo a hora em que
de teus lábios meus ouvidos
recusaram teus gemidos!
Sussuraste ao meu ouvido...
O que dizer?
Clausura,
alma dura,
impura.
Traíste a ti mesmo.
Mentiste a ti próprio:

a liberdade não está no céu,
mas no escorrer de tuas mãos...

Teresinha Brandão


“É pensando nos homens que perdôo aos tigres as garras que dilaceram”
(Florbela Espanca)

5 comentários:

Zisco disse...

Ainda bem que Florbela não espanca mais ninguém, seríamos todos dilacerados pelas garras de tais tigres.

teresinha brandão disse...

Zisco, prazer em rever-te, afinal, já nos conhecemos aqui do blog, não?
Eu sou a autora do poema, postado por este encanto de pessoa, que é a Jana, minha grande amiga ...
Mas Zisco, não te assustes ... juro que não saio "dilacerando" nenhum homem que encontro pela frente (só quando estritamente necessário, eh, eh!!!!).
...............................
Devo dizer que a maneira como tu, Jana, "apresentaste" o poema a mim me comoveu ... És uma linda pessoa ... Especial mesmo ... Obrigada pelas palavras carinhosas, "lindonésia" ...
Muitos bjs, amiga!
Tê!

Francisco Antônio Vidal disse...

Um belo poema, com conteúdo psicológico e com sonoridade cativante. Para reler cada dia, como uma oração, e para orientar-se na vida.

Anônimo disse...

Francisco, meu querido! Obrigada pelo comentário tão gentil!
Bj!
Tê!

Janaina Brum disse...

Tê, tu és maravilhosa, já disse isso... os comentários que recebeste aqui não corroboram o que digo????
Um beio grande nesse coração enooorme!!!!