domingo, 9 de março de 2008


Ele era um homem sério,

ortodoxo.

Um homem de caráter.

Um homem de poucos amigos.

Homens de caráter.

Ele não contrariava normas.

Ele lia os clássicos.

Ele dava conselhos sensatos,

Não dava esmolas,

Não falava muito,

não criticava conceitos

E respeitava os mais velhos.


Ele nunca suspeitou

Das esquinas,

Das ruas mais escuras,

Das roupas chamativas.

Ele nunca deu risadas escancaradas,

Beijos e abraços descarados.

Ele não contara estrelas.


Ela era o desejo

ímpeto

ruptura

cárcere aberto

chamativa

descontrolada

desfez castelos

perdeu caminhos

catou paixões


Nessa noite

um beijo roubado

rápido

um acordo tácito

acordou gigantes

agitou um corpo

que dormia

enterneceu a dama

acalmou o choro


O dia amanheceu bonito.


Jana

6 comentários:

Phillipe Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Phillipe Lima disse...

Gostei do poema. Quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?
Eu tenho uma amiga que se chama Janaína Brun (com "n").

Celular disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Fran... disse...

esse foto tm no meu blog!!!
hauhauhau

Fran... disse...

bah com esse poema até chorei..agora!!
acredite!!
maravilhoso!!!

aliás...isso é um conto!

hahauha

googler disse...

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