domingo, 20 de janeiro de 2008


Não sei mais amar:

Não sei por que tu -

Sujeito tão claro e ríspido -

Me fizeste sombra:

Dona do tempo,

Forte e temerária.


Esperando na porta

De sainha,
Vívida e rara,

Te digo boas verdades,

Caio fora num minuto,

Não quero saber

De tempo e de verdades -

Criação fictícia do poeta.


Espaço!


Ainda não posso acreditar

Nessas novas teorias

E saio à cata de um sol -

Abajur -

Que me ilumine,

Daqui - distante -

Dentro dos óculos de sombra.

Peço mil perdões

E, na verdade,

Não localizo culpa alguma.

Transformada, lúcida,

Não tenho mais certezas

E busco uma resposta que seja só minha.

Não tenho mais motivos...

E peço, do meu lugar,

Ao soberano

Que ele possa saber me amar.