terça-feira, 11 de dezembro de 2007


Não há direito algum
Sobre a queda:
Eu era uma sombra
Aos teus pés,
Sem governo e sem fé.

O que te entrego agora
Não é a minha alma:
É o meu corpo inteiro,
Inerte,
Sem ao menos a tensão
Última,
Cansado das tentativas.

Não terás o grito –
Pulsação daquela que te fez
Estrela,
Dono do templo
Em que profanavas
Todos os cultos.

Eu quero mais é liberdade.
A velocidade já não
Me assusta.
Ai daquele que diga uma palavra.
Ai daquele que pense, sem querer,
Um último juízo.
Eu não poderia...

A praça está tão bonita, meu amor,
Incompatível,
Intransponível,
Transborda todo senso...
Eu, invadida,
Flagrada.
Um dia estarei feito pássaro.

Talvez eu possa...
Talvez eu deva...
Talvez um dia,
Eu possa voltar e te dizer
Aquelas últimas palavras
Que eu deixei suspensas
Por não saber.
Por não querer saber
Qual o limite último
De uma vida.

3 comentários:

teresinha brandão disse...

Este poema tu o fizeste para a Ana Cristina Cesar! Com certeza!

Janaina Brum disse...

Olha, Tê, pior que não...

splendid disse...

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