sexta-feira, 16 de novembro de 2007


Talvez, um dia,

Eu - infinita -

Vá ao teu encontro

E diga,

Ainda que não deva,

Diga:


Depois da despedida,

Me fiz noite,

Algoz de todas as lutas,

Severa,

Rude.


Com o tempo,

Me fiz

Distância,

Terra morta.

Fria.


Temperamental,

me fiz despedida

Dos sonhos,

Da noite,

Da terra

E algo ressurgindo ainda.


Chama tímida

Que se faz vida:

Fértil.


Agora,

Vejo, sim, as primeiras cores.

Apago, firme,

Os vestígios dos últimos delitos

E saio á revelia,

Em busca de

Novos sonhos,

Novas noites,

Novas terras.


Despeço-me,

Assim,

Da raiva de ter sido

Espera.


Janaina Brum

Um comentário:

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