segunda-feira, 19 de novembro de 2007


Nesta noite quente


De quem não viveu,


O teu silêncio


Me atordoa.


O desespero


- esse desespero impregnado de passado -


Me diz que ainda não acabou.


Não, meu bem, não é o fim.


Não posso agora criar esse efeito.




Nesse momento extremo,


Quero ouvir aquele antigo


"Eu estou aqui"


Mas não.


Agora, é este deslocamento,


Esta loucura.


Queria achar o caminho das pedras...


"Calma, meu bem, você cresceu"


E esse é o extremo.


Acaso tu não sabes que o meu extremo é este?




Foi isso.


É isso aí, tocaste meu(s) ponto(s) fraco(s).


E não tem solução?


O que compete a mim agora?




Não há vôo que se sobreponha.


Não há poesia que afague.


Teu olho verde não me consola.


(Tu já te perguntaste um dia


Sobre a profundidade


Do teu olhar?)




Não há mais âncora,nem sinais...


Começa agora


O que deixou de vir.


Começa agora


Um futuro sem calma e sem saída.


É nesse beco que eu pergunto-


Peito aberto - falo:


É mesmo assim que acaba?


Não. Minha alma é mais.