segunda-feira, 12 de março de 2007


E que este amor,
Salpicado de lugares-comuns,
Dure para sempre.
Com seus figurinos típicos,
Suas monotonias
E seus cantares.
Tumultuadas tardes
De verão
Enclausurado.
Simuladas noites
De inverno
Ao relento.

Dos vinte e um aos trinta:
Nove.
Ainda terei esta
Loucura
Talvez sensata?
E esta paixão?
Incólume?

Mas a lembrança
De um rio desnudo
Que não é tão belo
Quanto se apresenta.
Mas a lembrança
De um beijo insólito
Na margem
Na amurada.

Linha divisória...
E... Que este amor...
Salvo de lugares comuns...
Dure para sempre.

Janaina Brum

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